segunda-feira, 17 de abril de 2017

História da Minha Morte, John From e A Morte de Luis XIV em cartaz



A partir de quinta-feira, 20 de abril, a Cinemateca Capitólio Petrobras promove a estreia de mais um filme do diretor espanhol Albert Serra, História da Minha Morte (Historia de la meva mort, 138 minutos), vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno de 2013. John From, de João Nicolau, e outro longa de Serra, A Morte de Luis XIV, seguem em exibição até o dia 26 de abril. O valor do ingresso é R$ 16,00, com meia entrada para idosos e estudantes.

História da Minha Morte
(Historia de la meva mort)
138 min., 2013, Espanha/França
Direção: Albert Serra
Distribuição: Supo Mungam Films

Casanova (Vicenç Altaió) é um Marquês já de certa idade que sempre anda acompanhado do seu servo e é conhecido por suas conquistas sexuais. Ele acabou de chegar em uma pequena aldeia de camponeses cercada por florestas, onde misteriosamente encontra o Conde Drácula (Eliseu Huertas). Localizado em algum lugar entre os séculos XVIII e XIX o filme mostra personagens mitológicos em estranhos e eróticos ambientes. Exibição em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

John From
95 min., 2015, Portugal/Brasil
Direção: João Nicolau
Distribuição: Fênix Filmes

Rita é uma adolescente que não tem muito que fazer na vida. Ela ocupa o tempo ocioso pegando sol na varanda e interagindo com sua melhor amiga, Sara, no prédio onde moram. Um dia ela se interessa por um novo vizinho, bem mais velho, e tenta atrair sua atenção. Exibição em DCP Classificação indicativa: livre.

A Morte de Luis XIV
(La mort de Louis XIV)
115 min., 2016, França/Portugal/Espanha
Direção: Albert Serra
Distribuição: Zeta Filmes

Agosto 1715. Depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco. Albert Serra reconstrói os dias da lenta agonia do maior Rei da França, interpretado magistralmente por Jean-Pierre Léaud, rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, e que marcará o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol. Exibição em DCP.Classificação indicativa: 12 anos

GRADE DE HORÁRIOS
20 a 26 de abril de 2017

20 de abril (quinta)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From
19h30 – História da Minha Morte

21 de abril (sexta)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From
19h30 – História da Minha Morte

22 de abril (sábado)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From
19h30 – História da Minha Morte

23 de abril (domingo)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From
19h30 – História da Minha Morte

25 de abril (terça)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From
19h30 – História da Minha Morte

26 de abril (quarta)
15h30 – A Morte de Luis XIV
17h45 – John From

19h30 – História da Minha Morte  

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Projeto Raros apresenta O Diabólico Dr. Hichcock





Que tal um clássico do horror italiano para animar a Sexta-Feira Santa? O projeto Raros, evento tradicional da Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro, que entra em reforma em 2017, ganha nova casa e já começa o ano em grande estilo na Cinemateca Capitólio Petrobras, exibindo Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock (L'orribile segreto del Dr. Hichcock, 1962, 85 minutos) do mestre Riccardo Freda, no dia 14 de abril, às 20h. Exibição em HD com legendas em inglês. Após a sessão, debate com o pesquisador Carlos Thomaz Albornoz. Entrada franca.

“Filmes que você sempre quis ver ou nem imaginava que existiam”. O slogan do projeto Raros é a sua melhor definição. Iniciado em maio de 2003, o projeto foi concebido com a intenção de apresentar ao público local títulos nunca lançados no circuito exibidor brasileiro ou há muito tempo fora de circulação nos cinemas, procurando reproduzir o espírito das “midnight movies” realizadas em Nova York a partir do final dos anos 1960. Cada filme é apresentado uma única vez, nas noites de sexta-feira, e as sessões são comentadas. Imediatamente acolhido pelos cinéfilos porto-alegrenses, o Raros foi um sucesso instantâneo e logo inspiraria outras iniciativas similares, a mais conhecida delas sendo as Sessões do Comodoro, organizadas pelo saudoso diretor Carlos Reichenbach no Cinesesc de São Paulo. Em 2017, em função da reforma da Usina do Gasômetro, a Cinemateca Capitólio Petrobras passa a receber provisoriamente o projeto Raros.


Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock
L'orribile segreto del Dr. Hichcock
85 min., Itália, 1962
Direção: Riccardo Freda

Qual é o terrível segredo do Dr. Hichcock? Essa é a pergunta a ser respondida neste clássico do horror gótico italiano, dirigido por Robert Hampton, também conhecido como Riccardo Freda, mentor de Mario Bava e célebre por ter ensinado os técnicos da Atlântida a filmar brigas, além de bater em Anselmo Duarte. A sinopse do filme lembra muito Rebecca, de Alfred Hitchcock: a nova esposa de um cirurgião sente a presença da falecida esposa anterior de seu marido, e tenta descobrir a verdade. A resposta é bem mais complexa do que parece... as circunstâncias de sua morte a farão descobrir preferências, digamos, pouco ortodoxas do doutor, que gosta de suas amantes bem frias e duras. Dr. Hichcock é estrelado pela princesa do gótico italiano, a britânica Barbara Steele. O roteiro é de Ernesto Gastaldi, veterano da pulp fiction italiana e melhor roteirista do cinema fantástico local. Ao contrário de Bava, que lançou o gênero com fotografia em preto e branco, aqui vemos a estranha paleta de cores de Freda, puxando para o verde, que lembra aquelas revistas colorizadas a mão. A versão a ser exibida é a lançada originalmente nos EUA, com pouco mais de 80 minutos. Exibição em HD com legendas em inglês. Classificação indicativa: 14 anos. Após a sessão, debate com o pesquisador Carlos Thomaz Albornoz.



Carlos Thomaz Albornoz é idealizador do Projeto Raros, crítico de cinema, membro da ACCIRS e ator sempre que falta alguém e o diretor aceita qualquer um para o papel. César Almeida nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1980. Ainda muito cedo, as histórias fantásticas do cinema e da literatura conquistaram sua atenção. Mais tarde, a paixão por filmes B e livros fantásticos o levou a pesquisar e escrever. Publica artigos sobre cinema desde 2008, e em 2010 lançou Cemitério Perdido dosFilmes B, que compila 120 resenhas de sua autoria. Também escreve ficção, com o pseudônimo Cesar Alcázar, além de atuar como editor (Argonautas Editora) e tradutor.

domingo, 9 de abril de 2017

John From, Tio Bernard e A Morte de Luis XIV em cartaz



Na quinta-feira, 13 de abril, estreia na Cinemateca Capitólio Petrobras a deliciosa aventura juvenil John From, de João Nicolau, jovem representante da produtora portuguesa O Som e a Fúria, já conhecida no Brasil pelas celebradas realizações de Miguel Gomes, como Tabu e As Mil e uma Noites. 

Seguem em cartaz, em novos horários, A Morte de Luis XIV, último filme do espanhol Albert Serra, e o documentário político Tio Bernard – Uma Antilição de Economia, de Richard Brouillette.

O valor do ingresso é R$ 16,00, com meia entrada para estudantes e idosos. Projeção em DCP. 

FILMES

John From
95 min., 2015, Portugal/Brasil
Direção: João Nicolau
Distribuição: Fênix Filmes

Rita é uma adolescente que não tem muito que fazer na vida. Ela ocupa o tempo ocioso pegando sol na varanda e interagindo com sua melhor amiga, Sara, no prédio onde moram. Um dia ela se interessa por um novo vizinho, bem mais velho, e tenta atrair sua atenção. Exibição em DCP Classificação indicativa: livre.

A Morte de Luis XIV
(La mort de Louis XIV)
115 min., 2016, França/Portugal/Espanha
Direção: Albert Serra
Distribuição: Zeta Filmes
Agosto 1715. Depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco. Albert Serra reconstrói os dias da lenta agonia do maior Rei da França, interpretado magistralmente por Jean-Pierre Léaud, rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, e que marcará o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol. Exibição em DCP.Classificação indicativa: 12 anos


Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
(Oncle Bernard - L'anti-leçon d'économie)
80 min, 2015, França
Direção: Richard Brouillette
Distribuição: Vai e Vem
Um filme em torno do pensamento do economista francês Bernard Maris, também conhecido como Tio Bernard, morto em janeiro de 2015 nos atentados ao jornal hebdomadário Charlie Hebdo, em Paris. Além de editor do semanário, Bernard era economista, professor universitário e autor de diversos livros na área de economia. Mas, para além das qualificações que podem ser elencadas a partir de seu extenso currículo, o que este documentário do diretor canadense Richard Brouillette deixa transparecer é o quanto Maris era, acima de tudo, um humanista. Pensador não ortodoxo ele pregava, de maneira muito racional, a desconstrução do discurso econômico hegemônico (ou do ‘terrorismo da palavra’, segundo seus próprios termos), denunciando sua incongruência, e se posicionando ferrenhamente em favor de valores coletivos e de bem-estar social: “Se tem duas noções que o capitalismo desconhece”, afirma Maris, “é a noção de bem e mal: o que importa aí é ganhar dinheiro”. A partir daí o que ele faz é esmiuçar, tentar destruir a “aura intocável” do discurso econômico que serve a propósitos opacos e que é difundido todos os dias nos jornais e na televisão em som uníssono. Exibição em DCP. Classificação indicativa: livre.

GRADE DE HORÁRIOS
11 a 19 de abril de 2017

11 de abril (terça-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – A Morte de Luis XIV

12 de abril (quarta-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – A Morte de Luis XIV

13 de abril (quinta-feira)
16h – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – John From

14 de abril (sexta-feira)
16h – John From
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – Projeto Raros (Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock)

15 de abril (sábado)
16h – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – John From

16 de abril (domingo)
16h – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – John From

18 de abril (terça)
16h – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – John From

19 de abril (quarta)
16h – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
17h30 – A Morte de Luis XIV
20h – John From

PROGRAMAÇÃO DE ABRIL



A primeira programação da nova fase da Cinemateca Capitólio Petrobras após a instalação do projetor DCP apresenta uma série de sessões especiais e estreias exclusivas. Tudo começa com a quarta edição do LIFF – Lume International Film Festival. Crise econômica mundial, violência contra a mulher, reinserção social de ex-presidiários e crueldade animal são alguns dos temas da seleção de Frederico Machado, diretor da Lume Filmes, em uma curadoria baseada na qualidade artística, na inovação e na diversidade dos filmes e das questões apresentadas. Nesta edição, o festival exibe obras de cineastas de países como Cazaquistão, Suíça, Grécia, Rússia e Macedônia.

Quatro filmes inéditos em Porto Alegre marcam a programação regular de abril, incluindo os últimos lançamentos do espanhol Albert Serra – o singular filme de vampiro História da Minha Morte e A Morte de Luis XIV, exibido com destaque no Festival de Cannes de 2016, com o mítico Jean-Pierre Léaud interpretando o Rei Sol. De Portugal, vem a deliciosa aventura juvenil John From, de João Nicolau, jovem representante da produtora O Som e a Fúria, já conhecida no Brasil pelas realizações de Miguel Gomes, como Tabu e As Mil e uma Noites. Da França, o radicalíssimo Apesar da Noite, retorno do maldito Philippe Grandrieux ao longa-metragem.

Também resgatamos neste mês o documentário político Tio Bernard – Uma Antilição de Economia, de Richard Brouillette, que apresenta o pensamento de Bernard Maris contra o discurso econômico que serve a propósitos opacos, difundido todos os dias nos jornais e na televisão. O economista morreu em janeiro de 2015 no atentado ao jornal de esquerda Charlie Hebdo, em Paris.

Já que a relação turbulenta entre Joan Crawford e Bette Davis voltou à cena com a elogiada série Feud, os novos fãs das duas divas às avessas e os velhos admiradores do grande cinema hollywoodiano poderão reencontrar o clássico O que Aconteceu com Baby Jane?, de Robert Aldrich, um dos diretores mais importantes da virada moderna em Hollywood nos anos 1950 e 60. O Projeto Raros, evento tradicional da Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro, que entra em reforma em 2017, ganha nova casa e já começa o ano com tudo, exibindo Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock, do mestre italiano Riccardo Freda.

Duas novas exibições mensais marcam a nossa programação: a Sessão da Tarde, programa dominical com filmes dublados para toda a família, apresenta neste mês A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que homenageia a história do cinema, celebrando a criatividade de Georges Méliès. O Cineclube Academia das Musas, grupo de pesquisa sobre os cinemas realizados por mulheres em diferentes épocas, contextos e países, investiga o reino encantado que dom Sebastião fundou na Ilha de Lençóis, no Nordeste brasileiro, com a exibição do filme O Touro e a presença da diretora Larissa Figueiredo.

Aproveite que é muito filme na tela da Cinemateca Capitólio Petrobras!

FILMES EM CARTAZ 
(DIVULGAÇÃO SEMANAL DOS HORÁRIOS)

A Morte de Luis XIV
(La mort de Louis XIV)
115 min., 2016, França/Portugal/Espanha
Direção: Albert Serra
Distribuição: Zeta Filmes

Agosto 1715. Depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco. Albert Serra reconstrói os dias da lenta agonia do maior Rei da França, interpretado magistralmente por Jean-Pierre Léaud, rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, e que marcará o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol. Exibição em DCP.
Classificação indicativa: 12 anos


História da Minha Morte
(Historia de la meva mort)
138 min., 2013, Espanha/França
Direção: Albert Serra
Distribuição: Supo Mungam Films

Casanova (Vicenç Altaió) é um Marquês já de certa idade que sempre anda acompanhado do seu servo e é conhecido por suas conquistas sexuais. Ele acabou de chegar em uma pequena aldeia de camponeses cercada por florestas, onde misteriosamente encontra o Conde Drácula (Eliseu Huertas). Localizado em algum lugar entre os séculos XVIII e XIX o filme mostra personagens mitológicos em estranhos e eróticos ambientes. Exibição em DCP. Classificação indicativa: 14 anos

John From
95 min., 2015, Portugal/Brasil
Direção: João Nicolau
Distribuição: Fênix Filmes

Rita é uma adolescente que não tem muito o que fazer na vida e ocupa o tempo ocioso pegando sol na varanda e interagindo com sua melhor amiga Sara no prédio onde moram. Um dia ela se interessa por um novo vizinho bem mais velho que ela e tenta atrair sua atenção. Classificação indicativa: livre.

Apesar da Noite
(Malgré la nuit)
150 min., 2015, França/Canadá
Direção: Philippe Grandrieux
Distribuição: Zeta Filmes

Lenz deixa a Inglaterra e retorna a Paris em busca de Madeleine, que desapareceu em circunstâncias incertas. Ele conhece Hélène, uma enfermeira em luto com a perda de seu filho. Assim começa uma história de amor febril em um cenário de tristeza, paixão, sexo, sadomasoquismo e autodestruição. Uma exploração sensual do lado obscuro do amor, um retrato íntimo do ciúme e do arrependimento. Em seu quarto filme de ficção (o último foi Um lago, de 2009), Philippe Grandrieux constrói mais uma obra livre dos padrões narrativos tradicionais. Um dos cineastas mais experimentais e intuitivos do cinema francês, Grandrieux se reinventa, mais uma vez, em busca de novas formas de representação visual. Exibição em DCP. Classificação: 18 anos.


Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
(Oncle Bernard - L'anti-leçon d'économie)
80 min, 2015, França
Direção: Richard Brouillette
Distribuição: Vai e Vem

Um filme em torno do pensamento do economista francês Bernard Maris, também conhecido como Tio Bernard, morto em janeiro de 2015 nos atentados ao jornal hebdomadário Charlie Hebdo, em Paris. Além de editor do semanário, Bernard era economista, professor universitário e autor de diversos livros na área de economia. Mas, para além das qualificações que podem ser elencadas a partir de seu extenso currículo, o que este documentário do diretor canadense Richard Brouillette deixa transparecer é o quanto Maris era, acima de tudo, um humanista. Pensador não ortodoxo ele pregava, de maneira muito racional, a desconstrução do discurso econômico hegemônico (ou do ‘terrorismo da palavra’, segundo seus próprios termos), denunciando sua incongruência, e se posicionando ferrenhamente em favor de valores coletivos e de bem-estar social: “Se tem duas noções que o capitalismo desconhece”, afirma Maris, “é a noção de bem e mal: o que importa aí é ganhar dinheiro”. A partir daí o que ele faz é esmiuçar, tentar destruir a “aura intocável” do discurso econômico que serve a propósitos opacos e que é difundido todos os dias nos jornais e na televisão em som uníssono. Exibição em DCP. Classificação indicativa: livre.

SESSÕES ESPECIAIS

CLÁSSICO EM EXIBIÇÃO

O que Aconteceu com Baby Jane? (a partir de 4 de abril)
(What Ever Happened to Baby Jane?)
134 min., Estados Unidos, 1962
Direção: Robert Aldrich
Distribuidora: MPLC

Bette Davis é Jane Hudson, uma artista que alcançou a fama quando menina e ficou conhecida como "Baby Jane". Agora, envelhecida e distante do público há muitos anos, vive encerrada em uma mansão com sua irmã, Blanche Hudson (Joan Crawford). Um acidente que selou a sorte das duas terminou a carreira brilhante de Blanche e acelerou a decadência geral de Jane. Disposta a brilhar nos palcos novamente, Jane volta a Baby Jane, passando por cima de tudo e de todos para atingir seu objetivo. A trama surpreende e mostra que as aparências enganam: afinal, o que terá acontecido a Baby Jane? Exibição em HD. Classificação indicativa: 12 anos.

CINECLUBE ACADEMIA DAS MUSAS

O Touro (4 de abril, 20h)
78 min., Brasil, 2015
Direção: Larissa Figueiredo

Quando o rei português dom Sebastião perdeu a batalha de Alcácer Quibir, seu corpo foi engolido pelas areias do Marrocos e desapareceu. Seu espírito, no entanto, organizou um exército que passou a explorar novas terras, até chegar ao Brasil. Na Ilha de Lençóis, no Nordeste brasileiro, dom Sebastião fundou seu reino encantado. Ele vagueia na forma de um touro negro, que tem uma estrela na testa. Um dia, sua filha voltará à ilha empunhando uma espada dourada. Exibição em DCP. Após a sessão, debate com a realizadora Larissa Figueiredo.

SESSÃO DA TARDE (30 de abril, 16h)

A Invenção de Hugo Cabret
(Hugo)
120 min., Estados Unidos, 2012
Direção: Martin Scorsese
Distribuição: MPLC

Ambientado na Paris da década de 1930, o filme mostra um órfão que vive nas ruas próximas à estação de trem e é envolvido em um mistério que envolve seu falecido pai e um robô. Grande homenagem de Martin Scorsese ao pioneiro Georges Méliès. Exibição dublada em HD.


PROJETO RAROS (14 de abril, 20h)

Raptus - O Diabólico Dr. Hichcock
L'orribile segreto del Dr. Hichcock
85 min., Itália, 1962
Direção: Riccardo Freda

Qual é o terrível segredo do Dr. Hichcock? Essa é a pergunta a ser respondida neste clássico do horror gótico italiano, dirigido por Robert Hampton, também conhecido como Riccardo Freda, mentor de Mario Bava e célebre por ter ensinado os técnicos da Atlântida a filmar brigas, além de bater em Anselmo Duarte. A sinopse do filme lembra muito Rebecca, de Alfred Hitchcock: a nova esposa de um cirurgião sente a presença da falecida esposa anterior de seu marido, e tenta descobrir a verdade. A resposta é bem mais complexa do que parece... as circunstâncias de sua morte a farão descobrir preferências, digamos, pouco ortodoxas do doutor, que gosta de suas amantes bem frias e duras. Dr Hichcock é estrelado pela princesa do gótico italiano, a britânica Barbara Steele. O roteiro é de Ernesto Gastaldi, veterano da pulp fiction italiana e melhor roteirista do cinema fantástico local. Ao contrário de Bava, que lançou o gênero com fotografia em preto e branco, aqui vemos a estranha paleta de cores de Fredda, puxando para o verde, que lembra aquelas revistas colorizadas a mão. A versão a ser exibida é a lançada originalmente nos EUA, com pouco mais de 80 minutos. Exibição em HD com legendas em inglês. Classificação indicativa: 14 anos. Após a sessão, debate com o pesquisador Carlos Thomaz Albornoz.

SESSÃO DE LANÇAMENTO (5 de abril, 20h)

Saúde da Família: Cultura, Alteridade e Formação
72 min., Brasil, 2017. 
Direção: Diogo Vaz e Gabriela Fávero Alberti

O documentário é construído através de entrevistas com profissionais de saúde, trabalhadores da Unidade de Saúde da Família Estrada dos Alpes, zona sul de Porto Alegre. Concebido no primeiro semestre de 2016, a partir da vivência de dois residentes em Saúde Coletiva, o documentário fala desde o fluxo de atendimento e organização do trabalho da equipe de saúde, até as implicações do território e da cultura da comunidade na produção de cuidado. Exibição digital. Após a sessão, debate com a equipe do filme.





  

terça-feira, 28 de março de 2017

Luis XIV, Baby Jane e Tio Bernard em cartaz


A partir de quinta-feira, 06 de abril, entra em cartaz A Morte de Luis XIV, último filme do espanhol Albert Serra, inédito em Porto Alegre, exibido com destaque no Festival de Cannes de 2016, com o mítico Jean-Pierre Léaud interpretando o Rei Sol.

A partir de terça-feira, 04 de abril, resgatamos o documentário político Tio Bernard – Uma Antilição de Economia, de Richard Brouillette, que apresenta o pensamento de Bernard Maris contra o discurso econômico que serve a propósitos opacos, difundido todos os dias nos jornais e na televisão. O economista morreu em janeiro de 2015 no atentado ao jornal de esquerda Charlie Hebdo, em Paris.

Já que a relação turbulenta entre Joan Crawford e Bette Davis voltou à cena com a elogiada série Feud, os novos fãs das duas divas às avessas e os velhos admiradores do grande cinema hollywoodiano poderão reencontrar a partir de terça-feira, 04 de abril, o clássico O que Aconteceu com Baby Jane?, de Robert Aldrich, um dos diretores mais importantes da virada moderna em Hollywood nos anos 1950 e 60.

FILMES

A Morte de Luis XIV
(La mort de Louis XIV)
115 min., 2016, França/Portugal/Espanha
Direção: Albert Serra
Distribuição: Zeta Filmes
Agosto 1715. Depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco. Albert Serra reconstrói os dias da lenta agonia do maior Rei da França, interpretado magistralmente por Jean-Pierre Léaud, rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, e que marcará o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol. Exibição em DCP.Classificação indicativa: 12 anos

Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
(Oncle Bernard - L'anti-leçon d'économie)
80 min, 2015, França
Direção: Richard Brouillette
Distribuição: Vai e Vem
Um filme em torno do pensamento do economista francês Bernard Maris, também conhecido como Tio Bernard, morto em janeiro de 2015 nos atentados ao jornal hebdomadário Charlie Hebdo, em Paris. Além de editor do semanário, Bernard era economista, professor universitário e autor de diversos livros na área de economia. Mas, para além das qualificações que podem ser elencadas a partir de seu extenso currículo, o que este documentário do diretor canadense Richard Brouillette deixa transparecer é o quanto Maris era, acima de tudo, um humanista. Pensador não ortodoxo ele pregava, de maneira muito racional, a desconstrução do discurso econômico hegemônico (ou do ‘terrorismo da palavra’, segundo seus próprios termos), denunciando sua incongruência, e se posicionando ferrenhamente em favor de valores coletivos e de bem-estar social: “Se tem duas noções que o capitalismo desconhece”, afirma Maris, “é a noção de bem e mal: o que importa aí é ganhar dinheiro”. A partir daí o que ele faz é esmiuçar, tentar destruir a “aura intocável” do discurso econômico que serve a propósitos opacos e que é difundido todos os dias nos jornais e na televisão em som uníssono. Exibição em DCP. Classificação indicativa: livre.

O que Aconteceu com Baby Jane?
(What Ever Happened to Baby Jane?)
134 min., Estados Unidos, 1962
Direção: Robert Aldrich
Distribuidora: MPLC
Bette Davis é Jane Hudson, uma artista que alcançou a fama quando menina e ficou conhecida como "Baby Jane". Agora, envelhecida e distante do público há muitos anos, vive encerrada em uma mansão com sua irmã, Blanche Hudson (Joan Crawford). Um acidente que selou a sorte das duas terminou a carreira brilhante de Blanche e acelerou a decadência geral de Jane. Disposta a brilhar nos palcos novamente, Jane volta a Baby Jane, passando por cima de tudo e de todos para atingir seu objetivo. A trama surpreende e mostra que as aparências enganam: afinal, o que terá acontecido a Baby Jane? Exibição em HD. Classificação indicativa: 12 anos.

GRADE DE HORÁRIOS
04 a 09 de abril de 2017

04 de abril (terça-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – Cineclube Academia das Musas (O Touro, de Larissa Figueiredo)

05 de abril (quarta-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – Lançamento do documentário Saúde da Família: Cultura, Alteridade e Formação

06 de abril (quinta-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – A Morte de Luis XIV

07 de abril (sexta-feira)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – A Morte de Luis XIV

08 de abril (sábado)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia
20h – A Morte de Luis XIV

09 de abril (domingo)
16h – O que Aconteceu com Baby Jane?
18h30 – Tio Bernard – Uma Antilição de Economia

20h – A Morte de Luis XIV